terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Unidos com quem? Juntos para quê?

Lamento não somar-me à alegria geral. Há coisas que alguém deveria dizer sobre a processão do domingo, no entanto ninguém se anima.
Os objetivos da convocatória eram quando menos vagos. E não é lógico. Temos um problema para garantir a sobrevivência do galego. Deveríamos reflexionar sobre que medidas são necessárias para a sua preservação e então mobilizar a gente na sua reivindicação. E se as medidas transgredirem o quadro legal, pois seguir conjunturalmente a máxima de "fazer o que se deva dentro do que se puder" reivindicando para a nossa língua o quadro de proteção mais ambicioso dos que existem no estado. O que não é compreensível é que nos conformemos com reivindicar a igualdade de direitos, que é o que reivindicam as plataformas espanholistas na Catalunha.
E não nos enganemos. Se acudiu o PSdG, foi porque o que se reivindicava era ressuscitar políticas ao estilo Marisol López. Se apareceu uma fabulosa fação "galeguista" do PP, é porque se reivindica o anestesiante bilinguismo harmónico. Aquele de "aqui não se passa nada". E se o nacionalismo galego maioritário estiver disposto a posar ao lado destes, é que está disposto a aceitar estas propostas.
Há coisas que alguém deveria dizer. Porque se não, acreditaremos no galeguismo de Cervinho e de Cuinha Jr, autocensuraremo-nos com a escusa de que "o povo não entende isto e não está pronto para aquilo" e cairemos na chantagem de preferirmos "o menos mau". Em definitiva, seremos cúmplices da re-edição do bipartido em 2013. E está demonstrado: esta fórmula não funciona.

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Arenys de Munt



Não deixa de surpreender que um dos factos mais relevantes que têm acontecido nos últimos anos no Estado Espanhol, tenha passado praticamente inadvertido para os meios de comunicação e para a chamada “opinião pública” galega: a primeira vez que se pergunta a cidadãos e cidadãs se querem ou não seguir pertencendo à Espanha.
Era previsível que o referendo de Arenys seria atacado sem piedade pelo espanholismo mediático e efetivamente, este não demorou em passar à ofensiva intentando desacreditar a consulta. Como na Galiza ninguém parece disposto a sair na defesa de Arenys de Munt, deixo aqui umas quantas anotações para combater a distorção.
Em primeiro lugar, todos os meios de comunicação da direita ressaltam que apenas votou o 41% do censo; uma percentagem menor que em outros comícios. Assim, La Razón proclama triunfante que 59% ficou em casa e o ABC destaca que não votou nem metade dos vizinhos. O que não explica nenhum meio é que censo se alargou às pessoas imigradas e que a idade mínima para participarem reduziu-se aos 16 anos, ambos coletivos não são tradicionalmente proclives à participação por razões evidentes. Também não explicam que em Arenys de Munt, núcleo de população geograficamente disperso, apenas contava com um colégio eleitoral (o Centre Moral) já que a câmara municipal não podia ceder as suas instalações à consulta por ordem dos julgados de Barcelona. No dia 13 de setembro, dia da votação, era o último dia da ponte da diada... Ainda assim, votou 41%.
Que 59% ficou em casa? Espanholistas, não se enganem: 96,2% de quem votara fizeram-no pelo sim. No suposto fictício de que votasse 100% do censo, mantendo o voto branco constante e imaginando que o resto se pronunciaria em contra, o sim continuaria ganhando por um 56%. Como nos recorda Marc Guinjoan em El Pati Descobert, um ponto por cima do que necessitou Montenegro para declarar-se independente em 2006.Outra constante da mentira oficial é envolver a classe política catalã na estratégia dos referendos. Insisto, não se enganem: a classe política catalã, como sempre, não esteve à altura das circunstâncias.
O PSC e sectores de ERC não cansam de argumentar que não é uma boa estratégia cara o Estatut. Mas quem diabos quer já o Estatut? A gente reclama a independência pura e simplesmente, e não falsas soluções intermédias. Joan Saura, Conselheiro de Interior e excandidato eco-socialista de ICV, transmutou-se em Fraga e disse que a política de referendos pode batasunizar Catalunha. CiU joga ao sim mas não: alguns dos seus membros destacados dizem que votariam afirmativamente e outros que não e, em qualquer caso, não promoverão a extensão da iniciativa. É o problema de quem quer cair bem em Barcelona e Madrid ao mesmo tempo. E ERC? Já comentámos que vultos desta formação como Josep Lluís Carod Rovira são contrários a este tipo de propostas. Porém somaram-se apoiando novas consultas talvez temendo perder votos pela esquerda (CUP) e pela direita (Reagrupament). Podem fazê-lo, ainda retoricamente são independentistas e não uns balbinos que se dedicam a pedir generosidade e clemência a Madrid.
Os autênticos artífices do referendo de Arenys são as CUP; formação modesta, mas inteligente. A esquerda independentista catalã soube ultrapassar as tradicionais diferenças entre facções criando esta ferramenta unitária de trabalho institucional. Tome nota o independentismo galego: apesar da sua escassa força conseguiu pôr em contradição todos os partidos catalães e situou a independência da Catalunha na agenda política.Pela sua parte, a atitude de Espanha é a melhor notícia: os meios de comunicação (de esquerdas e de direitas) elevaram o nível cultural do reino recuperando expressões tais como “pantomima”, “bufonada”, “payasada”, “alarde soberanista” etc. Também enviaram um autocarro de freaks fascistas para realizar uma manifestação multitudinária de 60 pessoas com a intenção de atemorizar a população: e sorte para eles que saíram com vida... Os tribunais permitiram dita manifestação enquanto proibiam o apoio da câmara municipal à consulta. O advogado do estado que tramitou a denuncia, Jorge Buxadé, tinha sido candidato eleitoral justamente de Falange, e atualmente é membro do grupo de ultradireita Peones Negros... Parece brincadeira.
E que é que foi relevante a nível internacional? O enfado de Espanha com o separatismo? Não. Eurodeputados e eurodeputadas alemãs e italianas protestaram porque na “pele de touro” ainda se podem exibir simbologia de caráter fascista em manifestações públicas. E não, não eram todos de esquerdas: entre os que se queixavam estava o vice-presidente dos populares Manfred Weber e o dos liberais Niccolò Rinaldi.
No entanto, o independentismo catalão cresce por pura oposição ao nacionalismo retrógrado espanhol. É assim que o diário isocialistai El Periódico e o burguês La Vanguardia, ambos contrários à consulta, queixavam-se nos seus editoriais do dia 14 da desproporcionada resposta de Espanha que virou o que poderia ter sido uma anedota, num perigo para a ordem constitucional. Vão-se fazendo à ideia: Catalunha será independente em poucas décadas. A dúvida em todo o caso será se o País Valenciano e as Ilhas Baleares acompanharão o Principado na conformação duns Países Catalães livres.
E falando em respostas desproporcionadas, o Grupo de Estudos Estratégicos, think tank próximo ao PP, especula com a possibilidade de enviar o exército espanhol a Catalunha tal e como prevê o artigo 8 da Constituição Espanhola na defesa da integridade territorial do estado. Seria interessante tal eventualidade, já que um dos principais argumentos contra a atividade da ETA sempre foi que era possível defender qualquer ideia por meios pacíficos e democráticos. A sério? Veremos.
Até o momento, já há 32 municípios que aprovaram realizar uma consulta semelhante e mais de duas dezenas estão considerando esta possibilidade. Serão os únicos que respeitem os direitos de todos: consultarão os que querem a independência e os que não. Enquanto o resto, seguiremos esperando a que se tenha a nossa opinião em conta como corresponde a uma democracia.

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Nacionalistas y de izquierdas

Publicado em rebelion.org
Respuesta al artículo Nacionalismo de izquierdas, el espejismo ibérico de Anahí Seri
Resulta sorprendente que a estas alturas de la película, aún queden personas dispuestas a cuestionar el carácter progresista de algunos movimientos por la independencia en el Estado Español. No obstante, lo verdaderamente lamentable es que este debate se abra rebajándolo a todo el repertorio de tópicos del disfraz liberal del españolismo. Y es que casos como este hacen buena la aseveración de Josep Pla; según la cual, lo más parecido a un español de derechas es un español de izquierdas.
En su artículo del día 23, Nacionalismo de izquierdas, el espejismo ibérico " , Anahí Seri comienza por falsificar las motivaciones del nacionalismo. Para la señora Seri, la “pseudoizquierda” nacionalista defiende la correspondencia entre estado y lengua; mientras que las personas que son de izquierdas “de verdad”, club selecto al que ella debe pertenecer, no buscan “dibujar nuevas fronteras, o a cambiar de sitio las existentes”. Eso sencillamente es una manera muy simplista de ver las cosas. En el caso de que se hubiera acercado a los hechos objetivamente, habría comprobado que la “pseudoizquierda” nacionalista no se basa exclusivamente en motivaciones lingüísticas. Claro que si se parte de una premisa distorsionada es relativamente fácil que lleguemos a las conclusiones que Seri nos había previamente preparado. Éste, dicho sea de paso, no es un camino en el que deba perderse una persona “verdaderamente” de izquierdas.
Sin embargo, incluso para ser exitosamente falaz parece que hace falta un poco de pericia. De no ser así, no se explica la posterior referencia facilona a la Internacional. Tampoco el que desfile entre sus líneas la figura de Hitler en un razonamiento de parvulario: como Hitler era nacionalista y enemigo del internacionalismo, todo nacionalismo es condenable. ¡Qué argumento tan ridículo!
Pero no se queda ahí. Después de citar a Bernard Shaw para que todos y todas podamos comprobar su gran erudición, Anahí Seri nos expone a la vergüenza ajena de aquella máxima según la cual, “son las personas las que tienen derechos y no las lenguas o las naciones”. Teniendo en cuenta la referencia a Ciutadans o al Manifiesto por la Lengua Común, no debe estar muy al día de la cantidad de derechos relativos a la territorialidad del Estado así como la obligatoriedad del conocimiento del castellano, la única lengua mencionada en la Carta Magna y la única a la que se concede este deber.
¿Lo verdaderamente importante son los derechos de las personas? Pues no he visto en su artículo ni una triste mención a como los gobiernos “populares” de Galiza o del País Valencià violan sistemáticamente los derechos de las personas gallegohablantes o catalanoparlantes incumpliendo incluso la propia legislación autonómica. Preocuparse por estas cosas, también es ser de izquierdas. Entender que el problema se debe a que “muchos hablantes de euskera, gallego o catalán” desean un estado, no. En todo caso, esta preocupación es más propia del tradicional nacionalismo carpetovetónico que siempre ha sido, éste sí, religión de Estado.
Una persona que sí es de izquierdas, que sí es internacionalista, debería comenzar por desmontar el nacionalismo español ya que está en el origen de los restantes nacionalismos que se le oponen. Porque yo mismo querría ser una persona de izquierdas “químicamente pura”. No siento un especial apego a la simbología nacionalista propia de la inflamación de la nacionalidad. Sin embargo, el nacionalismo español me desprecia cuando hablo gallego, me considera un palurdo o un radical. También cuando hablo catalán, que paso a ser un insolidario o un egoísta. Se me impone la nacionalidad sin discusión, y nunca se me ha consultado sobre si quiero o no pertenecer a España. El nacionalismo español es abiertamente hostil a la especificidad de Euskal Herria, de Galiza y de los Països Catalans; y por tanto, nos obliga a muchos a esgrimir un nacionalismo defensivo y a desear una frontera que nos separe de esta irracionalidad.
Espero que Seri no me lo tenga en cuenta. Al fin y al cabo, ella también se siente cómoda dentro de unas fronteras: no quiere crear nuevas, pero tampoco mover la existentes. Así, tras el internacionalismo de Seri hay un absoluta complacencia con las fronteras absurdas que dividen a los catalanes del Rosellò y los del Principat; la que divide a los vascos de Iparralde y los de Egoalde, o la que separa a Galiza de la lusofonía.

segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Contra o consenso

Publicado no PGL
O atual presidente da Junta, Alberte N. Feijoo, tem a estranha habilidade de obrigar-nos a falar do evidente, o qual é cansativo e desalentador. Porém suspeito que seja também necessário tendo em conta que se está lá, é porque existem sectores importantes da nossa sociedade que o referendaram.
Uma destas obviedades para qualquer um que não se deixe cegar pelas luzes dos fogos de artifício e os discursos vácuos é a que se refere à agitação social. Nos últimos meses, certas fórmulas retóricas puseram-se na moda: «conflito artificial», «criar um conflito onde não havia», «consenso necessário», etc. Estas fórmulas nascem diretamente das assessorias políticas e são reproduzidas pelo jornalismo massivo e dócil. A finalidade é virá-las num tópico popular aplicável a questões tão diversas como a planificação linguística, a greve do metal ou a protesta agrária. E funciona, porque a existência quotidiana já é suficientemente difícil para que a um nível macro-social emerjam problemáticas que ameacem as respostas ritualizadas com as que transcorremos pelo nosso entorno e que nos brindam uma segurança pessoal. Apesar da angústia que geram todas as mudanças, é necessário fazer ver que o conflito, quando se faz patente, representa uma oportunidade.
Por outro lado, não é complexo contestar essa fraseologia oficial e perversa. O que é um «conflito artificial»? Todo conflito é artificial por definição na medida em que está protagonizado por seres humanos. «Criarmos conflitos onde não havia»? Duvido-o. O conflito não aparece do nada. É o resultado duma colisão de interesses. Se tornar explícito é que já existia sob formas latentes. «Consenso necessário»? Muitas vezes o necessário é a confrontação. Se não se entrar em consenso com quem dissente... De que consensos estão falando?
Acontece que o conflito é o que faz avançar a história quando as elites que propugnam o consenso gostariam de detê-la. 28 anos depois dum regime autonômico que se apresentava como solução aos problemas da Galiza, os baixos salários seguem sendo um reclamo para o capital forâneo, a posição que ocupamos no quadro peninsular é claramente subalterna e a nossa língua corre o sério risco de passar a ser uma peça de museu. Conflitos? Quanto mais intensos e numerosos, melhor.

domingo, 14 de Junho de 2009

Concentração do 6 de Junho em Girona

quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Colega, onde está o meu voto?

Este poderia ser o título da última comédia espanhola, baseada em fatos reais. O argumento é singelamente delirante. Logo duma decepcionante jornada eleitoral para um dos poucos partidos de esquerda que existe no Estado Espanhol, observam-se coisas estranhas; como o êxito de candidaturas esquisitas onde tradicionalmente há uma importante presença da esquerda independentista basca ou catalã, o alto número do voto nulo quando não houve qualquer estratégia significativa que chamasse por esta opção ou as diferenças entre as atas do escrutínio e os dados do Ministério de Interior. A suspeita é já quase uma evidência quando há pessoas que elegeram a papeleta de II-SP e não computaram nenhum voto desta candidatura na sua mesa eleitoral. A pergunta é imediata: “colega, onde é que está o meu voto”?
Inicialmente, todo parece dever-se a um erro na transposição dos dados por uma diferente ordem destes nas mesas e na listagem do Ministério. Para além disso, é complexo manipular uns comícios pela singela razão de que se pode controlar a contabilização e o reconto nas juntas provinciais. Mas isto é apenas no plano do direito formal, já que nas últimas horas o representante de II-SP em Barcelona foi expulso pela polícia regional do recinto onde se está a realizar reconto do voto das pessoas ausentes, impossibilitando supervisar a limpeza do processo. Em Castela, impede-se os membros desta candidatura revisar o duvidoso voto nulo. Em Astúrias não se permite o acesso aos recontos... E apenas em Euskadi, já recuperaram mais dum milheiro de votos que singelamente desapareceram ou foram imputadas a outras candidaturas. Nos Países Catalães e em Castela, calcula-se uma fraude brutal.
Ainda há mais! Os protestos da candidatura de II-SP revelaram que não só esta formação obteve uns resultados questionáveis. Outras formações também foram vítimas do biscate. Lamentavelmente, as denúncias e os recursos que se porão nesta semana não constituirão um escândalo porque estes fatos singelamente não existirão para a maioria da população do estado. Não são questões relevantes para uns médios de comunicação que consideram II-SP, a marca de ETA. E contra o terrorismo vale tudo.
Assim que desfrutem da vida. Como se estivermos em democracia.

quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Cobrirem a crise, descobrirmos o engano


Publicado em Hostilidade avançada (PGL)

Discurso de investidura do novo presidente autonômico. Feijoo insiste em derrogar o Decreto 124/2007 entre os entusiasmados aplausos do bunker-cabaço. Mau assunto. Cumpre temer que no seu mandato, Feijoo atacará estrategicamente a singularidade galega avivando estes debates. Fará-lo com o assunto do Decreto e com a reforma do Estatuto, no que a gente ficará enredada na discussão de se somos uma nacionalidade, uma região ou uma comunidade de vizinhos (sendo realistas, não se pode aspirar a mais).
Que as coisas irão por aqui é apenas uma suspeita. Suspeita que não se baseia nas próprias declarações do títere, senão noutra série de fatos. A saber: o informe sobre os "Efeitos previsíveis da crise econômica na carga de trabalho dos órgãos judiciários", redigido pelo CGPJ prognostica a falência em torno de 913 empresas na Galiza entre os anos 2008 e 2010. É uma projeção em base a dados do INE, pelo que não seria estranho que a realidade a começos da próxima década for mais severa do que as suas previsões.
A conjuntura não é melhor no quadro do Estado Espanhol. A resposta, para além dos regalos de dinheiro público à burguesia industrial e financeira (pelo bem que o estão a fazer), será dramaticamente previsível: intentarão cobrir a crise com a rojigualda. A Xunta, como bom departamento colonial, também. O qual é útil em dois sensos: por um lado seda-se parte da frustração populacional com uma adesão patrioteira e irracional; por outro, agitam-se polêmicas que distrairão a sociedade galega das causas do seu mal-estar. O tempo o dirá.
Neste contexto, cumpriria incrementar a ação civil: organizar a sociedade não para esperarmos o golpe, senão para passarmos decididamente à ofensiva. Neste senso, é preciso que a classe trabalhadora aperceba o galeguismo radical como uma verdadeira força de transformação social, e não como uma ferramenta oportunista para uma alternância no governo epidérmica. Neste senso, seria recomendável que o soberanismo galego cobrasse uma relevância e um protagonismo crescente. Cumpre ligar de maneira efetiva a luta pela justiça social e a libertação nacional.
Também não devemos enganar-nos: resta bastante para isso e cumpre começar desde abaixo. Porém urge também chamarmos à responsabilidade: a fragmentação atual da esquerda independentista é um luxo que não nos podemos dar.
Porque depois será complexo fazer memória e lembrar que Feijoo não derrogou o Decreto, que nasceu derrogado pela nula vontade em aplicá-lo por parte da Conselharia de Sánchez Piñón. Também pensaremos que o governo de Feijoo entregou o país à patronal de mão beijada esquecendo, por exemplo, o Acordo pola Competitividade que assinaram o bipartido e o vergonhoso amarelismo sindical.
É que os governos sucedem-se, mas o poder da CEG permanece.